04 Janeiro 2010

Você em primeiro lugar

Minha dica para 2010 é: tenha você como sua maior prioridade - sim, sua maior prioridade, não é redundância não. É para frisar mesmo!

Não vou generalizar dizendo que “temos a tendência”. Dessa vez, falarei por mim. Tenho a tendência em sempre pensar nos outros antes de pensar em mim. Já melhorei muito, mas ainda me pego agindo assim.

Não que tenhamos de ser egoístas, mas sem dúvidas, temos que, antes de qualquer coisa, pensar se determinada situação, decisão, relacionamento, dentre tantas outras coisas, será bom para nós. Se tiver dúvidas, pense duas vezes antes de continuar nesta direção. Reflita, ouça o seu coração, observe os sinais que o Universo sempre nos manda e só depois faça alguma coisa.

Tenho pensado muito nisso e as coisas estão aparecendo em minha frente; pequenas coisas que eu entendo serem para me fazer pensar sobre elas.

Dia desses me perguntaram se eu estava namorando ou gostando de alguém. Eu disse que não, mas que gostava de uma pessoa, porém, não estava com ele. Diante da minha resposta me perguntaram: mas você não vai esperar por ele? Respondi prontamente que não. E então a indagação continuou: por que não irá esperar por ele? Eu disse: Por que a vida passa e eu já perdi tempo demais na minha vida por causa de outras pessoas.

Há um certo tempo eu jamais daria essa resposta. Sem dúvidas, esperaria por esta pessoa até não poder mais, mas não posso mais fazer isso comigo. A vida anda e devemos caminhar com ela, nos mover como a Terra se move e seguir em frente, sempre!

Pense nisso!

Por: Pauline Machado
Em: 04/01/10

O melhor vai começar...!


Pois é! Ano novo, vida nova! É o que muitos dizem por aí, mas será que realmente a gente se dá ao direito de levar uma vida nova?


Huuumm, boa questão para os primeiros dias do ano, não?

Pois bem! Hoje, 4 de janeiro, o primeiro dia útil do ano. E você? O que já fez de diferente para que realmente o melhor da sua vida comece a partir de agora?

Não falo das grandes mudanças, não! Falo daquelas pequeninas, que se instalam em nosso dia a dia, sem que a gente perceba e fazem toda a diferença – para o bem e para o mal.

Um bom exercício pode estar em prestar atenção na qualidade dos nossos pensamentos. Quando tive depressão, aprendi isso: sempre que um pensamento ruim vinha à cabeça eu deveria pensar em algo que me trouxesse alegria. Todas as vezes pensava em meu sobrinho afilhado, Samuel e, imediatamente, como um passe de mágica, me sentia melhor e abstraia o pensamento negativo.


Outra coisa bacana, é fazer a tal listinha de objetivos a serem concretizados. Pode ser uma dica batida, mas ainda assim, conheço pouquíssimas pessoas que de fato param o que estão fazendo para pensarem sobre o que querem pra si neste ano e ainda conseguem transcrever seus desejos para uma folha de papel. Mas, sobretudo, acredite que serão concretizados. Acreditar faz toda a diferença!



Poderia listar aqui uma série de coisas para que nossa vida seja cada vez mais leve e feliz, mas seria cansativo e talvez, em vão!



Acredito que não existam regras nem fórmulas para a felicidade e realização. Tudo isso se encontra dentro da gente e cabe a nós deixarmos aflorar ou não.



Cabe a nós, nos sentirmos bem com nós mesmos, fazendo da gente a nossa melhor companhia, sempre!



Cabe a nós, cessar as lamentações e tentar, sempre, ver o lado positivo das coisas.


Enfim, cabe a nós perder o medo de viver e se jogar pro mundo que está aí, de braços abertos, cheio de vontade de nos proporcionar uma vida recheada de aventuras!



Acho que essa é a maior dica! Então, espero que esses meus rabiscos tenham te dado forças para dar o primeiro passo!



Neste caso, não perca mais tempo! Caia no mundo, porque certamente, o melhor da vida vai começar...!

** sugestão de música para hoje: O melhor vai começar - Guilherme Arantes

Por Pauline Machado

Em: 04/01/2010

10 Dezembro 2009

Para refletir...


A verdadeira idade de cada um

Dizem que uma das perguntas mais indelicadas que alguém pode fazer a uma mulher é querer saber sua idade.

Ultimamente tenho passado muito por isso. É impressionante! Parece até que as pessoas sabem que recentemente fiquei mais experiente!

O fato é que não sei ainda os motivos, mas tenho me sentido incomodada ao responder minha idade registrada na certidão de nascimento. Talvez por não me sentir com a idade que tenho.

Vejo outras mulheres da minha idade com outras posturas, vivendo outras experiências, tendo outros corpos, outros tipos de predileções e por aí vai. Olho pra mim e para elas e penso: gente, quantos anos eu tenho?

Não me sinto infantil, apenas não me sinto com a idade que tenho. Aliás, infantil, sou sim, mas em determinadas horas. Com meus sobrinhos afilhados, fico na idade deles. Com meus amigos, perco a linha, a noção e muitas vezes o senso do ridículo!

Ao mesmo tempo, sou madura, séria, responsável e até com espírito de velha.

Na verdade, acho que em cada ambiente, em cada situação nos comportamos de formas diferentes. Acho que essa é a resposta.

Sinceramente, quando perguntam a minha idade eu respondo: a da certidão ou a de corpo e alma?

As pessoas não entendem e então eu respondo: aaahh! Tenho uns 27, 28 anos!!!

As pessoas entendem menos ainda! Então explico que na verdade tenho 36, mas me sinto com bem menos!

Acho que a grande sacada é se sentir bem independente de registros, rótulos ou coisas do gênero!

O importante é sentir-se bem consigo mesmo, seja com 8 ou 80 anos!

Por Pauline Machado
Em: 10 de dezembro de 2009

05 Dezembro 2009

Um devasso em minha vida...

Esse cara chegou e ficou!
Sabe, como um imã,
Que você não consegue fugir?

De mansinho,
Com um papo interessante
E um belo sorriso!

Aliás, acho que o culpado por tudo é o sorriso dele
Lindo, suave e sensual
Assim como ele

Um menino devasso
Um menino homem
Meu pequeno burguês

De beijo suave, mas com
Boca e olhares indecentes
E mãos famintas

Que eu não consigo esquecer
E aquele nosso encontro relâmpago,
O que foi aquilo?

Às 2h da manhã
Inesperadamente
Alucinadamente

Mas depois ele sumiu
Me excluiu e fez que não viu

Doeu, magoou e chorei
O exclui da minha vida
Pelo menos, da virtual

Dia desses, reapareceu
Com o mesmo sorriso
Falando coisas que só ele sabe dizer

Tremi, não soube o que fazer
Fiquei fria, indiferente
Mas depois me entreguei

E tudo de novo aconteceu
Perdemos a hora, vamos nos ver
E seja como o Universo quiser!

Pauline Machado
5/dez/2009

12 Novembro 2009

Acreditar ou não, eis a questão!


Gosto de começar determinados textos com citações do dicionário. Acredito que facilite a compreensão sobre o que quero dizer. Vejamos:


Segundo o Aurélio, acreditar pode significar, dentre outras coisas:

Crer, dar crédito a: acredita tudo que ouve. // Acreditar em, crer na existência: acredita em Deus. / Confiar em: acredito piamente nele. / Adquirir crédito: acreditou-se por seu passado honesto.

Pois é! Sempre fui uma pessoa de coração aberto, que confiava nas pessoas logo de cara e não acreditava que, por trás de um belo sorriso ou belas palavras e até mesmo, determinadas atitudes, pudesse vir algo contrário.

Enfim, a gente cresce, amadurece e feito uma fruta madura no pé, também desabamos no chão! Afinal, nem tudo são flores! Muito menos, seres humanos.

Depois de muitos tapetes puxados, comecei a duvidar de tudo e de todos. Para mim, sempre há uma segunda intenção numa palavra dita, escrita, num olhar diferente e até mesmo em um sorriso inocente. Desde então, estou sempre “de orelhas em pé”!

Gostaria de não pensar assim; muito menos sentir, mas, infelizmente, a maioria das pessoas ainda não conseguiu me fazer mudar de opinião e eu permaneço de antenas ligadas.

Acredito que, acreditar, seja uma das coisas mais difíceis de fazer. E falo no sentido mais amplo da palavra – acreditar no que ainda é invisível, num sonho, em uma pessoa, em um desconhecido, na palavra de alguém, no olhar de uma pessoa, numa assinatura, numa reportagem, numa declaração de amor, num pedinte na rua, em sim mesma, dentre tantas outras coisas...

Acreditar é muito mais difícil do que desconfiar ou não acreditar em alguém ou em alguma coisa.

Não é à toa que dizem por aí: "difícil é conquistar a confiança de alguém, mas perder é muito fácil" - Concordo plenamente! Bastam alguns segundos e tudo desmorona na sua frente!

Sei que ficam os traumas e o receio de novamente se decepcionar. A tendência é de nos fecharmos, e então, a gente se trava, desconfia, sente medo e acaba não vivendo as experiências que batem à nossa porta. E isso, a meu ver, é um dos maiores erros que podemos cometer, afinal, a vida também tem dessas coisas!

Apesar de tudo, acho que vale a pena viver vendo o lado bom das coisas e pessoas! Estou tentando voltar a confiar mais. A vida é mais leve quando a gente acredita, garanto!

Difícil? Muuitooo!!! Mas a gente só tem duas opções: acreditar ou não!

Então, prefiro escolher a primeira! E você?!
Por: Pauline Machado
Em: 13 de novembro de 2009

08 Novembro 2009

Será realmente necessário?

Finalmente de volta aos meus escritos! E trago uma indignação!

Nessa semana, fazendo inscrição pela internet para um evento de comunicação, fiquei perplexa ao ver, dentre as informações do cadastro pessoal, as perguntas – ORIENTAÇÃO SEXUAL e RELIGIÃO.

G-E-N-T-E!!! Onde nós estamos?

Será realmente necessário saber o que fazemos ou deixamos de fazer entre quatro paredes? Será realmente necessário saber em que acreditamos e dedicamos nossa fé?

Se fosse um evento sobre os referidos temas, é óbvio que sim, mas não era o caso!

Me recusei a responder tais questões, mas fui surpreendida (novamente), ao final do cadastro. Não pude dar continuidade sem preencher TODAS as informações.

Enfim, sinceramente, acho isso o cúmulo, mas é assim que caminha a humanidade, não é? Só não sei para onde estamos indo...!

Por Pauline Machado
Em: 08 de novembro de 2009

14 Outubro 2009

Afaste-se enquanto há tempo!

Por experiência própria eu sugiro a vocês - Afaste-se dela enquanto há tempo!

Ela é perigosa demais para fazer parte do nosso cotidiano, e por isso mesmo ela se impõe e fica grudada na gente feito carrapato, nos sugando, nos consumindo e nos tirando o ânimo e as coisas boas da vida.

Ela é como uma droga, os efeitos nocivos são os mesmos. Nos faz viajar para um mundo de ilusões. Enche-nos de coragem ao mesmo que nos coloca como ratinhos amedrontados. Nos deprime, ao mesmo tempo que nos deixa excitados, e no momento seguinte nos derruba sem dó nem piedade do andar mais alto até o fundo do poço.

Ela nos atrapalha, nos paralisa e nos joga ao mundo com um impulso tão forte que, lógico, sempre nos direciona para a direção errada.

A gente não raciocina direito quando ela está conosco, a respiração fica ofegante, a saliva some e a boca fica quente.

Sem dúvida alguma ela é a maior inimiga que alguém pode ter. Ainda assim, é muito difícil se livrar dela, mesmo tendo a consciência do quanto ela nos faz mal.

Eu estou vivendo uma luta diária contra ela. Ela insiste comigo. Eu esmoreço, deixo ela me vencer. Me revolto com isso e reajo, parto pra cima dela, mas às vezes, me pego em dúvida novamente – proveniente da aproximação dela novamente.

É um trabalho árduo, como um jogo de vídeo game com vários níveis até conseguirmos derrotar o inimigo. Quem dera fosse um jogo de vídeo game.

Ela é real e invisível, mas tão presente como se pudéssemos vê-la. Ainda bem que não podemos, já basta senti-la.

É por isso que reforço: afaste-se dela enquanto há tempo, antes que sua ansiedade acabe com você, com seus sonhos e sua coragem para realizá-los.

Que Deus nos ajude!
Por Pauline Machado
Em: 14 de outubro de 2009

13 Outubro 2009

Minha alma nordestina

Ontem, zapiando os canais da TV a cabo, cheguei ao Canal Brasil, e tive a grata surpresa em pegar começando o filme Ó PAI, Ó.

Não assisti ao filme com atenção, pois estava conversando com um amigo dos tempos de escola no MSN, mas estava ouvindo a TV.

Como o filme se passa na cidade de Salvador, na Bahia, obviamente, é recheado de músicas, sensualidade e calor. E tudo isso me atrai muito! Acho que é a herança deixada pelo meu avô Otávio, pernambucano nato, pois, mesmo não acompanhando o enredo, em alguns momentos minha atenção era voltada para a televisão.

As danças, as coreografias, a batida do Olodum, os corpos bronzeados, coloridos, se mexendo naturalmente, provocantemente, tudo isso é muito bacana de se ver. No meu caso, rever.

Morei por sete anos em Fortaleza, no Ceará e foi uma das experiências mais espetaculares da minha vida. Também experimentei as loucuras de sair atrás de um trio elétrico em pleno carnaval de Salvador! E olhe: recomendo!!! Acho que todo mundo deveria sair atrás de um trio elétrico e cair no samba no Sambódromo, no Rio. São duas sensações indescritíveis.

Assistindo ao filme, fiquei com mais saudades ainda do meu nordeste tão querido! A vida naquela região parece ser mais leve, alegre, colorida e com vida!

As músicas mexem comigo. Não todos os tipos de Axé, mas minhas paixões Asa de Águia e Araketu, este, com participação no filme, sempre me arrepiam! É bom ouvir, dançar e recordar!

Por isso escrevi! Para homenagear meus amigos que moram por lá e minha alma nordestina, que permanece viva aqui dentro de mim!
Por Pauline Machado
Em: 13 de outubro de 2009

11 Outubro 2009

Dar certo na vida

Acho que todo mundo já ouviu a frase: “Fulano deu certo na vida!”, quando alguém se refere à uma pessoa que tem sua casa própria, carro e estabilidade financeira. Ah! E que se casou também!

Por muitos anos acreditei que isso realmente fosse sinônimo de “dar certo na vida”, mas com o passar do tempo, a maturidade vai chegando e a gente começa a refletir sobre determinadas coisas que ouvimos por aí.

E uma dessas coisas foi essa frase. Será mesmo que isso é ter dado certo na vida?
Tenho lá minhas dúvidas e também um bom exemplo para ilustrar minha opinião.

Meu último namorado, melhor dizendo, ex-namorado, se encaixa perfeitamente nesse caso. Aparentemente um homem bem sucedido, que deu certo na vida.

Ele é um cara bonito, de 37 anos, livre e desimpedido, pai de uma menina de 8 anos, professor universitário, pós-doutorado, funcionário público, com carro na garagem, casa própria e independência financeira. Olhando assim, um partidão, não é? Que nada!

Quando se convive, ainda que por pouco tempo com a pessoa é que se vê como são as coisas. Não demos certo. Ele era imaturo, afoito e ansioso. E eu estou correndo dessas três características em mim, que dirá ter que conviver com elas em outra pessoa. Pode ser egoísmo da minha parte, mas naquele momento não era o que queria para mim.

Enfim, em uma das nossas conversas ele me disse: “Puxa, mas eu sou um cara bem sucedido, tenho minha profissão, falo inglês, sou professor, pesquisador...! Não entendooo! Isso não deve ser tudo, não é?”

Exatamente! Não é tudo! E digo mais. Acho que não é o fundamental para chegar ao ponto de dizer que isso fez alguém ter dado certo na vida. Falta o algo mais, o que não se pode ver ou tocar, mas sim, sentir, desejar, amar e que ficam para sempre!

Dia desses, trocando idéias com minha querida amiga Dilair, a quem chamo carinhosamente de Di (ela vai morrer de vergonha quando vir seu nome aqui no site), levei um puxão de orelhas quando disse que me sentia insegura e chateada por “não ter dado certo na vida” até hoje.

“Beiro os 36 anos de idade e ainda não conquistei nada”, foi uma das coisas que eu disse a ela. Foi aí que levei a bronca e com razão.

Ela começou a me mostrar coisas que eu, por estar emocionalmente abalada naquele instante, não conseguia perceber.

“Pense em você como pessoa Lin! Você é adorável, sério! Todo mundo que te conhece, te ama! Não é isso que realmente importa na vida?“, disse.

Pois é, é realmente o que importa na vida. Claro que é preciso trabalhar, ter sua casa, seu carro, mas dizer que isso é o que faz a pessoa ter dado certo é demais para a minha beleza que já não é muita.

Acho que ser feliz em seus relacionamentos é a alma de qualquer negócio. Ser conquistado por desconhecidos que posteriormente se tornaram amigos não tem preço. Melhor ainda quando somos admirados, respeitados e queridos por eles, por nossa família e em nossa profissão. Isso sim, no meu ponto de vista, é ter dado certo na vida!

A gente pensa que ser querido é fácil, mas se olharmos em volta, veremos quantas pessoas amargas, sem humor, sem ânimo, existem por aí querendo apenas isso: ser queridas, ser amadas, desejadas, respeitadas e admiradas.

Enfim, já que temos que ver o lado bom em todas as situações, agradeça a Deus por não estar nesse grupo de pessoas que acabei de citar.

Mas agradeça também por estar dentre as que realmente deram certo na vida, de acordo com este texto, porque é isso que a gente vai levar daqui pra acolá!
Por Pauline Machado
Em: 12 de outubro de 2009

Entreaberta

Um pouco de poesia para aquecer os corações. Espero que gostem!

Entreaberta
No mês tido como “o dos desgostos”
Tive o gosto de esbarrar com você
Dentre milhares de pessoas

Por horas e horas e horas
Só havia nós dois
E mais nada

Nem fome, nem amigos
Ou compromissos
Apenas nós dois

Depois a expectativa
A espera, a vontade
E também a distância

Com o tempo, o silêncio
A perda de contato
A saudade

Mais pra frente
O reencontro
A volta da vontade

Agora a realidade
O sorriso encantado
O olhar deslumbrado

Madrugada, um carro
Uma estrada
Um sobretudo, um moleton

O beijo esperado
O molhado explicitado
O espaço preenchido

E uma porta entreaberta
Que sinaliza a vontade
De te ter mais uma vez!
Por Pauline Machado
Em: 12 de outubro de 2009

21 Setembro 2009

Determinadas perguntas...

Dizem por aí que não são as respostas que nos explicam determinadas coisas, mas sim determinadas perguntas. Outro dia fiquei pensando sobre ...

Por que a gente tende a resistir às mudanças?

Por que a gente complica as coisas se a vida é tão simples?

Por que a gente costuma fugir daquilo que realmente queremos?

Por que a gente sente medo de falar sobre nossos sentimentos?

Por que a gente magoa as pessoas que mais amamos?

Por que a gente discute sem motivos?

Por que a gente chora por amor, se nada é para sempre?

Por que a gente é exigente demais com nós mesmos?

Por que às vezes nos percebemos paralisados diante de uma situação?

Por que a gente se cala, quando queremos abrir o coração?

Por que dizemos não, quando queremos dizer sim?

Por que gostamos de fulano que gosta de beltrana, e cicrano é o que gosta da gente?

Fora tantas outras que não saem da nossa cabeça!

Por quê? Por quê? Por quê? Por quê?

Gente, por que a gente pergunta tantooooo.... ?

Acho que, pra fechar com chave de ouro, vale destacar trechos da música do Capital Inicial – Olhos Vermelhos, que, em outras palavras, fala sobre tudo isso.

“Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês...”

“Por que se preocupar por tão pouco?
Por que chorar, se amanhã tudo muda de novo?”
Por Pauline Machado
Em 21 de setembro de 2009

18 Setembro 2009

Escrever ...

Já me perguntei várias vezes por que gosto de escrever e manter este blog.

Por que expor minhas ideias, meus valores, minhas particularidades?

Pensei, pensei e não cheguei a nenhuma conclusão concreta.

A única coisa que sei é que amo escrever.

Escrever relaxa a alma, o coração, esvazia a mente.

Ajuda a pensar, a se ver, a se entender.

Escrever é estar em contato consigo mesma, é estar sozinha e com todos

É um ato solitário, mas é também, como falar em praça pública.

Escrever é desabafar, é contar histórias, é informar, é conversar.

Então, acho que, sem perceber, encontrei as respostas para as minhas perguntas do início desse pequeno texto.

Eu sei por que escrevo. E você, sabe por que me lê?

Seja lá qual for o motivo, obrigada por estar aqui!
Por Pauline Machado
Em 18 de setembro de 2009

06 Setembro 2009

Vontades não saciadas

Esse texto era para ter sido escrito há alguns meses, mas como parto do princípio de que tudo tem sua hora certa para acontecer, não seria diferente com meus rabiscos.

Também devo confessar que há muito venho querendo trazer o tema – sexo – ao blog, mas faltava-me coragem, digamos assim.

Mas hoje é o dia do sexo então, deixei a timidez no armário e resolvi escrever, afinal o dia é propício!

Não vou entrar explicitamente no tema, mas vou escrever sobre nossas vontades não saciadas, que, embora tenhamos várias, em diversos campos da nossa vida, quando pensamos nessas vontades, o que vem primeiramente à cabeça é o sexo. Não tem jeito!

E quem não tem uma dessas vontades, ainda não saciadas, que atire a primeira pedra!

Determinadas pessoas despertam esse desejo em nós, e quando isso acontece, a vontade se torna quase incontrolável. A gente perde a cabeça, a sensatez, o rumo. O corpo esquenta, lateja, inflama e tudo o que queremos é provar essa pessoa – seu beijo, seu cheiro, sua boca, seu gosto, seu corpo, sua voz, suas mãos ...

A necessidade de sexo é vital, mas o desejo é particular. A necessidade é emocional, porque precisamos, ao contrário, morremos.

O desejo não. O desejo nos fazer querer mais, nos fazer sentir vontade, e está ligado ao prazer, nos fazer querer de novo, então não é mais somente uma necessidade e sim um desejo.

É fácil entender isso. Basta lembrar-se da sua última vez que esteve com uma pessoa intimamente. Se der aquele frio na barriga, se ficou sorrindo sozinho, se deu vontade de ligar pra pessoa e fazer tudo de novo (e melhor ainda), é porque foi gostoso e deixou de ser necessidade e se tornou vontade, prazer.

O que não acontece quando, após o “veredicto final”, olhamos para o teto e nos perguntamos interiormente: “o que estou fazendo aqui?”, ou seja, pura necessidade. Péssimo isso!

Acredito que todo mundo já tenha vivenciado as duas situações.

Mas e a terceira situação? – Quando ainda não matou essa vontade???!!!

Nossa!!! É uma sensação maravilhosa, ao mesmo tempo uma tortura!!!

É um misto de ansiedade com desejo, pressa com medo, vontade, fantasias e tantas outras que embaralham nossa cabeça e nossas emoções.

O fato é : se você tem alguém que te faz sentir tudo isso, não perca tempo! Vá à sua procura! Fale pra ela! Se você é tímido ou não é de falar o que sente, demonstre, seja sutil, mas se faça ser visto!

Não perca tempo e aproveite, com segurança e responsabilidade, o dia de hoje! Ele já dá uma mãozinha enorme pra que as vontades sejam saciadas!

Quisera eu que “a minha vontade” estivesse aqui na cinzentinha! Mas quando ele voltar, eu vou à luta!

Vá à luta você também e aproveite a vida! É o que eu desejo a todos!
Por Pauline Machado
Em 06 de setembro de 2009

Simplesmente Adil Tiscatti

Não é a primeira vez que escrevo sobre nomes da nossa música que ainda não estouraram no mercado fonográfico como deveriam e mereciam, muito embora tenham suas legiões de fãs, como eu.

Há muito, mas muito tempo, quando ainda morava no Rio, sempre ouvia uma linda canção na rádio JB FM. Chama-se DESEJO, do cantor Adil Tiscatti.

Por anos procurei informações sobre este compositor, seus CDs e até fotos, mas nada encontrei, apenas a letra da música.

Hoje ao acordar, me lembrei dela e resolvi procurar novamente. Graças aos avanços tecnológicos, achei na internet um monte de informações sobre ele e ainda, o áudio da minha tão adorável canção!!!!

Espero que em breve possamos vê-lo explodindo não só nas rádios cariocas, mas em todo o Brasil.

Quando eu gosto muito de uma música, costumo dizer: “se cantarem essa música pra mim, eu caso!” rsrs

Essa é uma delas!

Simplesmente linda, linda, linda, linda, encantadora, delicada e ao mesmo tempo muito sensual!

Parabéns, Adil, meus aplausos de pé para você e para o seu trabalho!
Desejo
Que olhos lindos você tem
Encharca o mundo e mais alguém
De brilho, até o sol se admirou

Você quer me namorar?
Eu faço o mais bonito que puder
Não resisti, me apaixonei

Não saia do lugar
Vou fotografar você
Tesouro não há em qualquer lugar
Mais belo que você

Deixa o seu cabelo solto no ar
Teu rosto é lindo
Quanto mais te vejo
Um beijo te dar, desejo...


Por Pauline Machado

Em 06 de setembro de 2009

05 Setembro 2009

Sobre os cariocas


A ideia de escrever este post surgiu recentemente devido à repetição de uma mesma situação.

Acho que todos sabem que sou carioca vivendo em terras curitibanas; e notar que sou do Rio é fácil, fácil! Difícil é entender a mania das pessoas em rotular os cariocas como “isso” ou “aquilo”.

Como legítima carioca, posso garantir que não somos melhores do que nenhuma outra naturalidade. Apenas temos nossas características próprias, como qualquer outra região.

Claro que fico lisonjeada com alguns comentários sobre nós, mas por outro lado, algumas vezes as pessoas me deixam constrangida, como foi o caso do guia de festas publicado na minha cidade, em que atrelou a imagem da mulher carioca ao sexo fácil.

Triste, mas verdade e todo mundo viu!

Lembro que, quando morava em Fortaleza, um amigo meu, quando ia me apresentar, antes de dizer o meu nome, falava: “ minha amiga carioca...”, e só depois falava o meu nome. Aquilo me incomodava. Falei com ele e pronto, parou.

Agora, aqui em Curitiba acontece algo parecido. Alguns homens acham que toda mulher carioca é esperta, gostosa, bonita, metida e desenrolada. Alguns chegam ao cúmulo de me perguntar coisas como: “É verdade que lá no Rio só tem mulher boazuda?” “Só tem homem bonito, né?” “Lá no Rio não faz frio não?” “As pessoas vão bronzeadas pro trabalho?”

Genteeeeeeeee!!!! As pessoas vão bronzeadas sim para o trabalho, pois lá faz sol, tem lindas praias. Aqui as pessoas vão para o trabalho sem cor, pois quase não faz sol e não há praias na cidade!

Algumas pessoas chegam ao cúmulo de acharem que indo pro Rio, vão esbarrar com atores globais em cada esquina da cidade! Ilusão! Você pode sim, passar por eles na rua, mas não é assim.

O Rio é habitado por pessoas de todos os tipos: bonitas, feias, magras, gordas, altas, baixas, boas, más, branquelas, bronzeadas, tristes, alegres, extrovertidas, tímidas e por aí vai...! É uma cidade como outra qualquer. Lógico, com suas particularidades – alto índice de violência, uma das cidades mais lindas do mundo, as mais lindas praias..., mas antes disso tudo, é apenas mais uma cidade brasileira.

E nós, cariocas, somos antes disso, pessoas comuns, iguais a você, mesmo que não tenha nascido na bela e charmosa Cidade Maravilhosa!

Por Pauline Machado Em 05 de setembro de 2009

29 Agosto 2009

Nada é em vão!

Depois de muitas experiências eu descobri que nada nessa vida é em vão. Quando eu falo - nada -, quero dizer NADA mesmo!

Minha vida sempre foi meio cigana. Minha mãe se mudava de casa acho que de ano em ano. Quando cresci, fui pelo mesmo rumo. Saí do Rio aos 26 e fui com a cara e a coragem para Fortaleza morar com uns amigos. Depois vim pra Curitiba enfrentar o frio da “cinzentinha”, como carinhosamente a chamo.

Nessas minhas idas e vindas já trabalhei em diversas áreas. Já vendi cerveja na praia, já vendi roupas íntimas, já vendi plano de saúde, seguros de vida, já trabalhei em Shopping, já fui secretária, assistente comercial, assistente administrativo, produtora de eventos, estagiária, já limpei cocô de gatos e hoje sou jornalista e estou procurando emprego.

Recentemente participei de dois processos seletivos na mesma semana. Pois é, essas coisas são assim. Quando aparece um, outros começam a aparecer ao mesmo tempo. É assim com empregos e namorados. Já reparou nisso?

Bem, mas voltando aos empregos. Um não é na minha área; o outro sim. Mas o interessante é que nas duas entrevistas minhas experiências anteriores foram altamente produtivas para as vagas.

Conforme vinham as perguntas, percebi que em praticamente todas elas, mencionava alguma das minhas experiências anteriores, que na época achava que não teriam serventia alguma.

Lembro que, quando trabalhava em áreas que não suportava, ficava revoltada por achar que estava perdendo tempo ali. Hoje agradeço a Deus por todas as oportunidades e experiências que tive e tenho em minha vida, pois nenhuma delas foi e é em vão.

Nem mesmo aquele fora da pessoa que você está a fim te dizendo: “ relaxa, qualquer hora a gente marca uma”, nem aquela porta fechada em uma empresa que você sonhava em trabalhar, nem aquelas tantas vezes que você chorou por não saber o que fazer, nem mesmo cair em depressão em cima de um sofá!

Acredite: Tudo isso é válido!

Dos momentos de depressão, hoje consigo dar valor às pequenas coisas da vida, principalmente ao tempo que é um dos nossos bens mais valiosos, porque ele passa e não quer saber se você o aproveitou ou não.

Enfim, a mensagem é essa: Valorize todas as experiências que a vida te oferecer – boas ou nem tanto. Em algum momento você vai ver que nada foi em vão e conseguirá ver o lado bom de todas elas!

Como diria Renato Russo: “ ...nem foi tempo perdidooooo...!”

Por Pauline Machado
Em 29 de agosto de 2009

28 Agosto 2009

Me leva pra casa


É impressionante como algumas músicas mexem com a gente desde os seus primeiros acordes!

Sem falar naquelas que são antigas e ainda assim, inesquecíveis, como é o caso dessa em questão – Me leva pra casa, do Joe.

E aquelas tantas que falam exatamente sobre o que estamos sentindo, pensando, vivenciando e por aí vai...?! O fato é que não importa se é um rock pesado ou uma balada brega, ou um axé, uma sertaneja, não interessa! Tocou o coração, tá valendo!

Eu, fã incondicional dos eternos Anos 80, gosto muito de relembrar certas canções. Uma delas é essa Me leva pra casa. Essa música tem letra e melodia típicas da época. E é lindaaa! Eu lembro que gostava muito do refrão, mas desde então, nunca mais tinha ouvido.

Dia desses, minha prima puxou uma canção do Cazuza, que não lembro de nada, além da frase: “...vem comigo, no caminho eu te explico...!” Na hora, lembrei da canção do Joe.

Consegui o áudio e matei a minha saudade! Havia esquecido o quanto era linda e impressionantemente, como fala direitinho do meu momento atual.

É linda, só isso que eu tenho a dizer! E vocês, a ouvir! Espero que gostem também!

“Ligo o rádio do meu carro,
Pego a estrada não sei nem pra onde vou
Ponho o óculos escuro e deixo a mente apertar o acelerador
Nessa noite eu quero festa,
Eu quero rua,eu quero me apaixonar
Num romance a cem por hora alguém sozinho como eu pra poder falar...
Me leva pra casa
Me pega no colo

Me conta uma história
Me fala de amor
Me leva pra casa
Me pega no colo
Me conta uma história
Me mata de amor”






Por Pauline Machado / Em 28 de agosto de 2009

24 Agosto 2009

Mantenha-se ocupado!

Estar ocupado faz bem! Ou não? Eis a questão!

Segundo o dicionário Aurélio estar ocupado pode ser: Encher um espaço de lugar e de tempo. / Habitar. / Tomar posse de. / Exercer: ocupar emprego. / Dar trabalho, empregar: ocupar os operários. / Fig. Dedicar, consagrar: ocupar com leitura suas horas de lazer. / Ser objeto do trabalho, da preocupação de alguém: seu trabalho o ocupa muito. / V.pr. Trabalhar em; dedicar seu tempo a. / Gastar o tempo com: ocupava-se com a vida alheia.

Há uma série de significados, mas na verdade, acredito que manter-se ocupado é bom e faz bem à saúde!

Vejamos: quando nos mantemos ocupados, não há espaço para pensarmos na morte da bezerra, na vida alheia, no namorado que nos dispensou, nos problemas, nas rugas que estão começando a aparecer e por aí vai...

Manter-se ocupado com um trabalho nos faz sentir vivos, úteis! Por isso é importante também, manter-se ocupado em busca de um novo trabalho, caso o seu não esteja mais lhe proporcionando tal satisfação.

Outra vantagem em ocupar-ser é o fato de manter a mente sempre em funcionamento. Mente paralisada é mente sem ação, sem movimento, perdida, dispersa – um caminho ideal para os pensamentos que não nos levam a bons lugares.

E manter-se ocupada com nós mesmos? Há coisa melhor? Hummm, acho que pode até existir, mas sem dúvidas, essa é uma das melhore ocupações! Aproveitar o dia para cuidar da gente, da pele, do corpo, da mente, do espírito, dos pensamentos, dos desejos, dos nossos sonhos, do nosso dia, da nossa alimentação, do nosso coração... Hummm, que maravilha!

Existe também aquela ocupação que muitos não querem nem ouvir falar, enquanto outros só pensam nisso! A de estar “ocupado”, ou seja, namorando. Ótima ocupação essa também, hein?!

Enfim, estar ocupado significa que você está fazendo algo importante, que coloca outras coisas como secundárias. É sinal de que está vivendo!

Então, veja o lado bom de estar ocupado e ocupe-se você também!!! Faz bem!!!
Por Pauline Machado
Em 24 de agosto de 2009

16 Agosto 2009

Programa No Limite chegou no limite

Eu não acompanho este programa, mas como minha mãe vem assistindo desde a estreia, acabo ouvindo o que está se passando. Infelizmente!

Dia desses já me revoltei com a cena em que galinhas eram mortas como provas da competição. Enfim, respirei fundo e tentei esquecer o fato.

Como se não bastasse, a repetição dos benditos olhos de cabras. Me pergunto: se a intenção é fazer os competidores comerem algo muito diferente, por qual motivo não colocam olhos humanos nas refeições? Daria muito mais audiência, não?

Por falta de cadáver não é, haja vista o alto índice de violência nas cidades brasileiras. Garanto que se procurar bem, a produção encontraria famílias dispostas a receber pelos olhos do ente perdido.

Peguei pesado, não é? Pois a intenção era essa! Não entendo porque, quando se trata de animais, determinadas barbáries não são vistas como tais!

Como se não bastasse essas aberrações, para não dizer, esses crimes contra os animais em pleno horário nobre na televisão, hoje houve desperdício de frutas jogadas feito bolas de vôlei em uma das provas.

Meu Deus!!! Onde estamos? Onde está o incentivo à economia, aos valores morais, a ajudar ao próximo, a estender a mão ou um prato de comida (ou até mesmo uma fruta), para quem nada tem para comer?

Nossa, hoje o No limite realmente extrapolou, superou todas as expectativas e chegou literalmente no seu limite, ou melhor, no MEU limite!

Não agüentei quando vi os pequenos peixinhos de aquário que seriam comidos vivos em uma das provas. Me levantei do sofá, saí da sala e vim terminar meus e-mails no quarto.

Um absurdo atrás de absurdo. Infelizes ideias atrás de infelizes ideias.

Enfim, o mais triste é saber que isso tudo só acontece porque dá audiência e se dá audiência, é porque o público gosta e se o público gosta, dá lucro pras emissoras e assim, os nossos animais ainda continuam sendo explorados por esse tipo de gente que em nenhum momento se coloca no lugar deles. E pior, não pensa no amor, no direito a vida que os animais, como nós, temos.

Que triste exemplo!
Por Pauline Machado
Em 17 de agosto de 2009
 

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